AVC: Sintomas, prevenção e o que fazer em caso de suspeita
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Trata-se de uma condição neurológica grave, que ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para uma região do cérebro ou quando um vaso cerebral se rompe, levando à morte das células nervosas daquela área. O reconhecimento rápido dos sintomas, a adoção de medidas de prevenção e a atitude correta diante de uma suspeita de AVC são fatores decisivos para salvar vidas e reduzir sequelas. A Dra. Carolina Alvarez destaca que informação e agilidade são os maiores aliados no enfrentamento dessa doença.
Além do impacto físico, o AVC pode trazer consequências emocionais, cognitivas e sociais importantes, afetando a autonomia e a qualidade de vida do paciente e de seus familiares. Por isso, a conscientização da população sobre os sinais de alerta e os fatores de risco é uma estratégia fundamental de saúde pública.
O que é o AVC e quais são seus tipos?
O AVC acontece quando o cérebro deixa de receber oxigênio e nutrientes adequados, comprometendo suas funções. Como o tecido cerebral é extremamente sensível à falta de oxigênio, danos permanentes podem ocorrer em poucos minutos. Existem dois tipos principais de AVC:
- AVC isquêmico: é o mais comum, responsável por cerca de 85% dos casos. Ocorre quando um vaso sanguíneo é obstruído por um coágulo, impedindo a passagem do sangue;
- AVC hemorrágico: ocorre quando há o rompimento de um vaso cerebral, causando sangramento dentro ou ao redor do cérebro.
Apesar de mecanismos diferentes, ambos são emergências neurológicas e exigem atendimento médico imediato, pois o atraso no socorro pode resultar em sequelas graves ou até mesmo levar ao óbito.
Principais sintomas do AVC
Os sintomas do AVC surgem de forma súbita e variam de acordo com a área do cérebro afetada. Reconhecer esses sinais precocemente é essencial para aumentar as chances de tratamento eficaz. Os mais comuns incluem:
- Fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, envolvendo face, braço ou perna;
- Dificuldade para falar ou compreender a fala, com linguagem arrastada ou confusa;
- Desvio da boca ou assimetria facial;
- Alterações visuais, como perda de visão em um ou ambos os olhos;
- Tontura intensa, perda de equilíbrio ou dificuldade para caminhar;
- Dor de cabeça súbita e intensa, especialmente no AVC hemorrágico.
Uma forma simples de identificar o AVC é utilizar o método SAMU ou FAST: observar o sorriso (face), pedir para levantar os braços, avaliar a fala e agir rapidamente, acionando o serviço de emergência. Mesmo que os sintomas desapareçam em poucos minutos, é fundamental procurar atendimento médico, pois pode se tratar de um AIT (Ataque Isquêmico Transitório), que é um importante sinal de alerta.
O que fazer em caso de suspeita de AVC?
Diante de qualquer suspeita de AVC, o mais importante é agir com rapidez. O tempo é um fator crítico, pois quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de recuperação e menor o risco de sequelas. As orientações principais são:
- Ligar imediatamente para o serviço de emergência (SAMU – 192);
- Não oferecer alimentos, bebidas ou medicamentos;
- Manter a pessoa em repouso, preferencialmente deitada e com a cabeça levemente elevada;
- Anotar o horário de início dos sintomas, pois essa informação é fundamental para a equipe médica.
Em casos de AVC isquêmico, existe uma janela terapêutica para uso de medicamentos trombolíticos, capazes de dissolver o coágulo. Esse tratamento só pode ser realizado em ambiente hospitalar e dentro de um período específico, o que reforça a importância do atendimento imediato.
Fatores de risco para o AVC
O AVC pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em adultos e idosos. Alguns fatores aumentam significativamente o risco de ocorrência, como:
- Hipertensão arterial, principal fator de risco;
- Diabetes mellitus;
- Colesterol elevado;
- Tabagismo;
- Sedentarismo e obesidade;
- Doenças cardíacas, como fibrilação atrial;
- Consumo excessivo de álcool.
Além desses, fatores genéticos, estresse crônico e má qualidade do sono também podem contribuir para o aumento do risco, tornando essencial uma avaliação médica individualizada.
Como prevenir o AVC?
A prevenção do AVC envolve mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico regular. Entre as principais medidas preventivas estão:
- Manter a pressão arterial sob controle;
- Adotar uma alimentação equilibrada e pobre em sal e gorduras;
- Praticar atividade física regularmente;
- Evitar o tabagismo;
- Controlar diabetes e colesterol;
- Realizar acompanhamento médico periódico, especialmente com cardiologista e neurologista.
A prevenção é sempre o melhor caminho, pois reduz significativamente o risco de eventos graves e contribui para uma vida mais longa e saudável.
A importância do acompanhamento neurológico
Após um AVC, o acompanhamento com um neurologista é essencial para avaliar sequelas, ajustar o tratamento e orientar a reabilitação. Em muitos casos, o paciente pode necessitar de fisioterapia, fonoaudiologia ou terapia ocupacional para recuperar funções comprometidas.
A Dra. Carolina Alvarez atua no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com AVC, oferecendo cuidado individualizado e focado na prevenção de novos eventos e na qualidade de vida.
Se você ou alguém próximo apresenta fatores de risco ou sintomas sugestivos de AVC, agende uma consulta com a Dra. Carolina Alvarez. Aproveite para conhecer nossa clínica no Leblon.