Dor de cabeça frequente: quando é neurológico e quando não é?

A dor de cabeça frequente pode ter causas benignas, como estresse e tensão muscular, mas também pode sinalizar doenças neurológicas. Reconhecer sinais de alerta e buscar avaliação com um neurologista é essencial para um diagnóstico seguro.
Dor de cabeça frequente | Dra. Carolina Alvarez | Neurologista

Dor de cabeça frequente: quando é neurológico e quando não é?

A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos e pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de, na maioria das vezes, estar relacionada a causas benignas, como estresse, tensão muscular ou alterações do sono, a dor de cabeça frequente também pode ser sinal de doenças neurológicas que exigem investigação especializada. Saber diferenciar quando a cefaleia é primária e quando pode indicar um problema neurológico é fundamental para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz.

O que é dor de cabeça primária?

As dores de cabeça primárias são aquelas que não estão associadas a uma doença estrutural ou neurológica subjacente. Elas representam a maioria dos casos e incluem condições bastante conhecidas, como:

  • Cefaleia tensional: caracterizada por dor em pressão ou aperto, geralmente bilateral, associada à tensão muscular e ao estresse;
  • Enxaqueca: dor pulsátil, frequentemente unilateral, que pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som;
  • Cefaleia em salvas: dor intensa, de curta duração, localizada ao redor de um dos olhos, associada a lacrimejamento e congestão nasal.

Embora essas dores não sejam causadas por doenças neurológicas estruturais, elas envolvem mecanismos neurológicos complexos e podem impactar significativamente a qualidade de vida. O acompanhamento com um neurologista é importante para orientar o tratamento adequado e prevenir crises frequentes.

Quando a dor de cabeça não é neurológica?

Existem situações em que a dor de cabeça está relacionada a fatores não neurológicos, como alterações metabólicas ou problemas em outras regiões do corpo. Entre as causas mais comuns estão:

  • Tensão muscular cervical, má postura e bruxismo;
  • Distúrbios do sono, como insônia ou apneia;
  • Desidratação e jejum prolongado;
  • Alterações hormonais, especialmente em mulheres;
  • Sinusites e problemas oftalmológicos.

Nesses casos, o tratamento da causa de base costuma levar à melhora das dores. Ainda assim, quando a dor se torna frequente ou persistente, é importante descartar causas neurológicas associadas.

Sinais de alerta: quando a dor de cabeça pode ser neurológica?

Algumas características da dor de cabeça funcionam como sinais de alerta para doenças neurológicas e não devem ser ignoradas. Entre elas, destacam-se:

  • Início súbito e intenso, descrito como a “pior dor de cabeça da vida”;
  • Mudança no padrão da dor, especialmente em quem nunca teve cefaleia frequente;
  • Dor progressiva, que piora ao longo dos dias ou semanas;
  • Associação com sintomas neurológicos, como fraqueza, dormência, dificuldade para falar ou alterações visuais;
  • Dor de cabeça acompanhada de febre, rigidez de nuca ou alteração do nível de consciência.

Esses sinais podem estar relacionados a condições neurológicas mais graves, como tumores cerebrais, infecções do sistema nervoso central, AVC, aumento da pressão intracraniana ou doenças inflamatórias.

Dor de cabeça crônica: quando investigar?

Considera-se dor de cabeça crônica quando ela ocorre em 15 ou mais dias por mês, por pelo menos três meses. Nesses casos, a investigação neurológica é essencial para identificar fatores desencadeantes, uso excessivo de analgésicos e possíveis doenças associadas.

O neurologista avalia o histórico do paciente, realiza exame clínico detalhado e, quando necessário, solicita exames complementares, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para excluir causas secundárias.

A importância da avaliação neurológica

A avaliação com um neurologista permite diferenciar com segurança as dores de cabeça benignas daquelas que podem indicar doenças neurológicas. Além disso, possibilita a definição do melhor tratamento, que pode incluir mudanças no estilo de vida, medicações preventivas e controle dos fatores desencadeantes.

A Dra. Carolina Alvarez possui experiência no diagnóstico e tratamento das diferentes formas de cefaleia, oferecendo um acompanhamento individualizado e baseado em evidências científicas.

Se você sofre com dor de cabeça frequente ou percebeu mudanças no padrão da sua cefaleia, agende uma consulta com a Dra. Carolina Alvarez. Conheça também nossa clínica no Leblon.