Doença de Parkinson: avanços no diagnóstico e tratamento

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica progressiva que afeta movimentos e funções não motoras. Avanços no diagnóstico e no tratamento permitem controle mais eficaz dos sintomas e melhor qualidade de vida aos pacientes.
Doença de Parkinson | Dra. Carolina Alvarez | Neurologista

Doença de Parkinson: avanços no diagnóstico e tratamento

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva que afeta principalmente o controle dos movimentos, mas que também pode comprometer funções cognitivas, emocionais e autonômicas. Ela ocorre devido à degeneração de neurônios produtores de dopamina em uma região do cérebro chamada substância negra, essencial para a coordenação motora. Nas últimas décadas, houve avanços significativos no diagnóstico precoce e no tratamento da Doença de Parkinson, permitindo melhor controle dos sintomas e maior qualidade de vida aos pacientes. A Dra. Carolina Alvarez destaca a importância da avaliação neurológica especializada para um manejo individualizado e atualizado da doença.

O que é a Doença de Parkinson?

A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que evolui de forma lenta e progressiva. A redução da dopamina no cérebro compromete a comunicação entre as áreas responsáveis pelo movimento, levando aos sintomas motores característicos. Embora seja mais comum em pessoas acima dos 60 anos, a doença também pode se manifestar em adultos mais jovens, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais relevante.

Além dos sintomas motores, o Parkinson também pode apresentar manifestações não motoras, que muitas vezes surgem anos antes do diagnóstico clínico e impactam significativamente a qualidade de vida.

Sintomas iniciais e sinais de alerta

Os sintomas da Doença de Parkinson variam de pessoa para pessoa e costumam iniciar de forma sutil. Os principais sinais motores incluem:

  • Tremor de repouso, geralmente começando em um dos lados do corpo;
  • Lentidão dos movimentos (bradicinesia);
  • Rigidez muscular;
  • Alterações na postura e no equilíbrio;
  • Dificuldade para iniciar movimentos.

Já os sintomas não motores podem incluir alterações do sono, depressão, ansiedade, constipação intestinal, diminuição do olfato e alterações cognitivas. Reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para iniciar o acompanhamento neurológico adequado.

Avanços no diagnóstico da Doença de Parkinson

O diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame neurológico detalhado. No entanto, os avanços da medicina trouxeram ferramentas que auxiliam na confirmação diagnóstica e no diagnóstico diferencial com outras condições.

Exames de imagem, como a Ressonância Magnética, ajudam a excluir outras causas de parkinsonismo. Já exames funcionais, como o DaTSCAN, permitem avaliar a integridade do sistema dopaminérgico, auxiliando em casos duvidosos. Além disso, estudos recentes investigam biomarcadores em sangue e líquor, que podem, no futuro, permitir um diagnóstico ainda mais precoce.

Tratamento medicamentoso: o que há de novo?

O tratamento da Doença de Parkinson é individualizado e depende da fase da doença, da idade do paciente e dos sintomas predominantes. A base do tratamento continua sendo a reposição ou modulação da dopamina, principalmente com o uso da levodopa, considerada o medicamento mais eficaz para o controle dos sintomas motores.

Além da levodopa, existem outras classes de medicamentos, como agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B e inibidores da COMT, que ajudam a prolongar o efeito da dopamina no cérebro. Os avanços recentes permitiram o desenvolvimento de formulações de liberação prolongada e terapias combinadas, reduzindo flutuações motoras e efeitos adversos.

Terapias avançadas e não farmacológicas

Em fases mais avançadas da Doença de Parkinson, quando os medicamentos deixam de oferecer controle adequado, terapias avançadas podem ser indicadas. Entre elas, destaca-se a Estimulação Cerebral Profunda (DBS), um procedimento cirúrgico que implanta eletrodos em áreas específicas do cérebro, ajudando a controlar tremores e rigidez.

Além do tratamento medicamentoso, abordagens não farmacológicas são fundamentais no manejo da doença. Fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e atividade física regular ajudam a manter a mobilidade, a comunicação e a autonomia do paciente.

Qualidade de vida e acompanhamento neurológico

Apesar de ainda não haver cura para a Doença de Parkinson, os avanços no diagnóstico e no tratamento permitem que muitos pacientes levem uma vida ativa e funcional por muitos anos. O acompanhamento regular com um neurologista é essencial para ajustar o tratamento, identificar complicações precocemente e orientar o paciente e seus familiares.

A Dra. Carolina Alvarez atua no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com Doença de Parkinson, oferecendo um cuidado atualizado, humanizado e focado na preservação da qualidade de vida.

Se você ou alguém próximo apresenta sintomas sugestivos da Doença de Parkinson, agende uma consulta com a Dra. Carolina Alvarez. Aproveite para conhecer nossa clínica no Leblon.