Dor de cabeça frequente: quando é neurológico e quando não é?
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos e pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de, na maioria das vezes, estar relacionada a causas benignas, como estresse, tensão muscular ou alterações do sono, a dor de cabeça frequente também pode ser sinal de doenças neurológicas que exigem investigação especializada. Saber diferenciar quando a cefaleia é primária e quando pode indicar um problema neurológico é fundamental para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz.
O que é dor de cabeça primária?
As dores de cabeça primárias são aquelas que não estão associadas a uma doença estrutural ou neurológica subjacente. Elas representam a maioria dos casos e incluem condições bastante conhecidas, como:
- Cefaleia tensional: caracterizada por dor em pressão ou aperto, geralmente bilateral, associada à tensão muscular e ao estresse;
- Enxaqueca: dor pulsátil, frequentemente unilateral, que pode vir acompanhada de náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som;
- Cefaleia em salvas: dor intensa, de curta duração, localizada ao redor de um dos olhos, associada a lacrimejamento e congestão nasal.
Embora essas dores não sejam causadas por doenças neurológicas estruturais, elas envolvem mecanismos neurológicos complexos e podem impactar significativamente a qualidade de vida. O acompanhamento com um neurologista é importante para orientar o tratamento adequado e prevenir crises frequentes.
Quando a dor de cabeça não é neurológica?
Existem situações em que a dor de cabeça está relacionada a fatores não neurológicos, como alterações metabólicas ou problemas em outras regiões do corpo. Entre as causas mais comuns estão:
- Tensão muscular cervical, má postura e bruxismo;
- Distúrbios do sono, como insônia ou apneia;
- Desidratação e jejum prolongado;
- Alterações hormonais, especialmente em mulheres;
- Sinusites e problemas oftalmológicos.
Nesses casos, o tratamento da causa de base costuma levar à melhora das dores. Ainda assim, quando a dor se torna frequente ou persistente, é importante descartar causas neurológicas associadas.
Sinais de alerta: quando a dor de cabeça pode ser neurológica?
Algumas características da dor de cabeça funcionam como sinais de alerta para doenças neurológicas e não devem ser ignoradas. Entre elas, destacam-se:
- Início súbito e intenso, descrito como a “pior dor de cabeça da vida”;
- Mudança no padrão da dor, especialmente em quem nunca teve cefaleia frequente;
- Dor progressiva, que piora ao longo dos dias ou semanas;
- Associação com sintomas neurológicos, como fraqueza, dormência, dificuldade para falar ou alterações visuais;
- Dor de cabeça acompanhada de febre, rigidez de nuca ou alteração do nível de consciência.
Esses sinais podem estar relacionados a condições neurológicas mais graves, como tumores cerebrais, infecções do sistema nervoso central, AVC, aumento da pressão intracraniana ou doenças inflamatórias.
Dor de cabeça crônica: quando investigar?
Considera-se dor de cabeça crônica quando ela ocorre em 15 ou mais dias por mês, por pelo menos três meses. Nesses casos, a investigação neurológica é essencial para identificar fatores desencadeantes, uso excessivo de analgésicos e possíveis doenças associadas.
O neurologista avalia o histórico do paciente, realiza exame clínico detalhado e, quando necessário, solicita exames complementares, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para excluir causas secundárias.
A importância da avaliação neurológica
A avaliação com um neurologista permite diferenciar com segurança as dores de cabeça benignas daquelas que podem indicar doenças neurológicas. Além disso, possibilita a definição do melhor tratamento, que pode incluir mudanças no estilo de vida, medicações preventivas e controle dos fatores desencadeantes.
A Dra. Carolina Alvarez possui experiência no diagnóstico e tratamento das diferentes formas de cefaleia, oferecendo um acompanhamento individualizado e baseado em evidências científicas.
Se você sofre com dor de cabeça frequente ou percebeu mudanças no padrão da sua cefaleia, agende uma consulta com a Dra. Carolina Alvarez. Conheça também nossa clínica no Leblon.