AVC — Acidente Vascular Cerebral: Sinais de Alerta e Como Agir

Saiba como reconhecer os sinais de AVC, o que fazer nas primeiras horas e como a atuação rápida pode salvar vidas e evitar sequelas graves.
AVC — Acidente Vascular Cerebral: Sinais de Alerta e Como Agir

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Também chamado de derrame cerebral, o acidente vascular cerebral ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro é interrompido, causando danos neurológicos muitas vezes irreversíveis. Reconhecer os sinais de alerta do AVC e agir rapidamente pode salvar vidas e reduzir drasticamente as sequelas. Neste artigo, a Dra. Carolina Alvarez, neurologista, explica o que é o acidente vascular cerebral, como identificar seus sintomas, quais são os tipos e como o tratamento deve ser conduzido.

O que é o Acidente Vascular Cerebral?

O acidente vascular cerebral acontece quando o suprimento de sangue para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando o tecido cerebral de oxigênio e nutrientes. Em apenas alguns minutos, as células cerebrais começam a morrer. Existem dois tipos principais:

AVC isquêmico: é o tipo mais comum de acidente vascular cerebral, representando cerca de 87% dos casos. Ocorre quando um coágulo bloqueia uma artéria cerebral, impedindo a passagem de sangue. Pode ser causado por aterosclerose, fibrilação atrial ou hipertensão.

AVC hemorrágico: ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, causando sangramento interno. É menos comum, mas frequentemente mais grave. Está relacionado à hipertensão arterial não controlada, aneurismas cerebrais e malformações vasculares.

Existe ainda o AIT (Ataque Isquêmico Transitório), chamado de “mini-AVC”, em que os sintomas duram apenas alguns minutos a horas. O AIT é um sinal de alerta importantíssimo: sem tratamento adequado, até 10% dos pacientes terão um acidente vascular cerebral completo nos 90 dias seguintes.

Como Reconhecer os Sinais de Alerta do Acidente Vascular Cerebral

Reconhecer os sinais de alerta do acidente vascular cerebral com rapidez é fundamental. No Brasil, utiliza-se o método FAST para identificar os sintomas:

F — Face (Rosto): peça para a pessoa sorrir. O sorriso ficou torto, com um lado caído? Isso pode indicar paresia facial, um sinal clássico do AVC.

A — Arms (Braços): peça para a pessoa levantar os dois braços ao mesmo tempo. Um deles cai ou não consegue ser levantado? Fraqueza em um lado do corpo é um dos sinais mais comuns de acidente vascular cerebral.

S — Speech (Fala): a pessoa está com dificuldade para falar, com fala arrastada ou incompreensível? Afasia é outro sintoma típico do AVC.

T — Time (Tempo): se identificar qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou Bombeiros (193). O acidente vascular cerebral é uma emergência médica. Cada minuto importa!

Outros sintomas incluem visão turva ou perda de visão em um olho, dor de cabeça súbita e intensa (a “pior dor de cabeça da vida”), tontura intensa com perda de equilíbrio e confusão mental repentina.

Quais São os Fatores de Risco para o Acidente Vascular Cerebral?

Conhecer e controlar os fatores de risco é a melhor forma de prevenir o acidente vascular cerebral. Os principais fatores modificáveis incluem:

Hipertensão arterial: é o principal fator de risco para o AVC. O controle rigoroso da pressão arterial reduz drasticamente o risco de derrame.

Diabetes mellitus: altos níveis de glicose danificam os vasos sanguíneos e aumentam o risco de formação de coágulos.

Fibrilação atrial: arritmia cardíaca que aumenta significativamente o risco de AVC isquêmico por embolia. O uso de anticoagulantes é fundamental nesses casos.

Tabagismo e sedentarismo: o cigarro dobra o risco de acidente vascular cerebral, enquanto a atividade física regular é um dos maiores protetores cerebrais disponíveis.

Como é o Tratamento do Acidente Vascular Cerebral?

O tratamento do acidente vascular cerebral depende do tipo (isquêmico ou hemorrágico) e do tempo decorrido desde o início dos sintomas. Por isso, o slogan “tempo é cérebro” é absolutamente verdadeiro: quanto mais rápido o atendimento, menores serão as sequelas.

Trombólise venosa (tPA): no AVC isquêmico, o tratamento pode ser administrado nas primeiras 4,5 horas após o início dos sintomas, dissolvendo o coágulo e restaurando o fluxo sanguíneo.

Trombectomia mecânica: procedimento cirúrgico minimamente invasivo que remove fisicamente o coágulo da artéria bloqueada. Pode ser realizado em até 24 horas do início dos sintomas em casos selecionados.

Reabilitação neurológica: após o acidente vascular cerebral, a recuperação das funções neurológicas depende de reabilitação intensiva com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a reabilitação precoce é um dos fatores mais importantes para a recuperação funcional.

Quando Procurar um Neurologista Após um AVC?

Após um acidente vascular cerebral ou AIT, o acompanhamento neurológico regular é essencial para prevenir novos eventos e garantir a melhor recuperação possível. O neurologista irá monitorar os fatores de risco, ajustar medicações e orientar o processo de reabilitação. Não espere: busque avaliação especializada o quanto antes.

A Dra. Carolina Alvarez está disponível para avaliações neurológicas completas, incluindo acompanhamento pós-AVC e prevenção secundária. Saiba também sobre a importância do check-up neurológico na prevenção de doenças cerebrovasculares. Agende sua consulta hoje mesmo.